quinta-feira, 28 de agosto de 2008
terça-feira, 19 de agosto de 2008
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Ferrovia vs. Rodovia
Enquanto que o governo anuncia a construção de mais Km de auto-estradas no valor de ~2000 milhões de Euros, a CP não tem comboios para responder à procura dos passageiros. Esta deficiência deve-se, principalmente, ao investimento residual feito na ferrovia quando comparado com o feito na rodovia. Obviamente que assim não vamos no bom caminho...
Restos de comida vão ser recolhidos nas famílias
Rita Carvalho
dn, 11 de Agosto de 2008
Reciclagem. O lixo orgânico produzido na casa dos portugueses vai ser recolhido e reciclado. Depois de tratado servirá para produzir fertilizantes agrícolas e florestais. Governo está a estudar as utilizações que este composto pode ter e a sua viabilidade. Depois, analisará a melhor forma de recolha doméstica
Após o tratamento, o lixo dará composto para a floresta e a agricultura
Os restos de comida produzidos em casa e deitados no contentor normal vão ser recolhidos e reciclados. O Governo está a estudar a melhor forma de recolhê-los junto das famílias, tratá-los e aproveitá-los. Depois do tratamento, estes lixos orgânicos são transformados em composto que pode ser usado como fertilizante agrícola ou florestal e em revestimentos de estradas.
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) está a analisar as utilizações que podem ser dadas aos restos orgânicos, avaliando a rentabilidade e a viabilidade da sua recolha. "A grande dificuldade é escoar o composto no mercado, que tem de ter qualidade e não pode ser aplicado de qualquer forma nos solos", explica Gonçalves Henriques, director da APA. Por isso, é por aí que o processo tem de começar, mesmo antes de se ponderar o melhor sistema de recolha doméstica. "É preciso também analisar a quantidade produzida e a fracção valorizável." Os restos de comida são cerca de 30% do lixo. (...)
dn, 11 de Agosto de 2008
Reciclagem. O lixo orgânico produzido na casa dos portugueses vai ser recolhido e reciclado. Depois de tratado servirá para produzir fertilizantes agrícolas e florestais. Governo está a estudar as utilizações que este composto pode ter e a sua viabilidade. Depois, analisará a melhor forma de recolha doméstica
Após o tratamento, o lixo dará composto para a floresta e a agricultura
Os restos de comida produzidos em casa e deitados no contentor normal vão ser recolhidos e reciclados. O Governo está a estudar a melhor forma de recolhê-los junto das famílias, tratá-los e aproveitá-los. Depois do tratamento, estes lixos orgânicos são transformados em composto que pode ser usado como fertilizante agrícola ou florestal e em revestimentos de estradas.
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) está a analisar as utilizações que podem ser dadas aos restos orgânicos, avaliando a rentabilidade e a viabilidade da sua recolha. "A grande dificuldade é escoar o composto no mercado, que tem de ter qualidade e não pode ser aplicado de qualquer forma nos solos", explica Gonçalves Henriques, director da APA. Por isso, é por aí que o processo tem de começar, mesmo antes de se ponderar o melhor sistema de recolha doméstica. "É preciso também analisar a quantidade produzida e a fracção valorizável." Os restos de comida são cerca de 30% do lixo. (...)
Gravatas, eficiência energética e o Plano de Eficiência Energética
Eficiência energética mata gravatas
dn, Segunda, 11 de Agosto de 2008
Nações Unidas apelaram ao uso de traje informal
A gravata encontra-se novamente debaixo de forte ataque no mundo ocidental. Primeiro foram estudos indicando que os nós muito apertados poderiam aumentar os riscos de glaucoma, uma das principais causas da cegueira irreversível. Agora surgiu uma nova frente: a ambiental/económica.
O "general" que lidera o ataque antigravata chama-se Ban Ki-moon e é coreano. Ocupa o importante posto de secretário-geral das Nações Unidas. No início deste mês lançou a Cool UN ("ONU fresca"). Que, no essencial, consiste no seguinte: uma directiva às pessoas que frequentam a sede da instituição em Nova Iorque neste mês para que adoptem trajes informais. Objectivo: desacelerar o funcionamento do ar condicionado, aumentando a temperatura dos edifícios em 2 graus. Dizem as Nações Unidas que essa pequena medida, tirar a gravata (e o inevitável casaco) irá fazer poupar cem mil dólares num mês; e a emissão de 300 toneladas de dióxido de carbono, o gás que provoca o famoso buraco no ozono.
Por cá, o Governo também tem um Plano de Eficiência Energética. Mas não incluiu, pelo menos por enquanto, tirar gravatas. (...)
O DN questionou todos os ministérios sobre práticas de eficiência energética nos edifícios do Estado - no final de duas semanas responderam seis. Respostas que deixam uma certeza: o tipo de práticas adoptada, da temperatura nos edifícios ao tipo de lâmpadas utilizada fica mais ao critério do bom senso do que a qualquer guia de boas práticas - que não existe em concreto para os serviços estatais.
No início deste ano, o Ministério da Economia lançou o plano Portugal Eficiência 2015, que inclui um programa dedicado em específico ao Estado. Uma das medidas passa pela certificação energética dos edifícios - que até agora abrangeu dois, a Economia e o Ambiente. A sede do ministério de Manuel Pinho, na rua da Horta Seca, em Lisboa, ficou na classe C (a classificação vai e A a G).
No que se refere às lâmpadas, a maioria dos ministérios (Economia, Ambiente, Obras Públicas, Defesa, Saúde e Administração interna) refere já usar as florescentes, mais amigas do ambiente. Mas o processo de substituição não está terminado - ainda há lâmpadas incandescentes a iluminar as sedes ministeriais.
Uma prática que parece estar consolidada é a da reciclagem do papel: todos dizem praticá-la. As Obras Públicas reciclam, mensalmente, cerca de 500 kg de papel. A Defesa aponta dados do Estado-Maior-General das Forças Armadas: "cerca de 750 kg de papel triturados por mês".
Mas a "medalha" de eficiência energética nos edifícios do Estado vai para a Presidência. Cavaco Silva quis dar o exemplo, chamou um grupo de auditores e eis a conclusão - até agora o Palácio de Belém emitia anualmente 771 toneladas de dióxido de carbono para a atmosfera. Factura anual de energia: 157 mil euros. Este ano, já com novas medidas de eficiência energética, a emissão de CO2 deverá cair para as 553 toneladas.
João Pedro Henriques e Susete Francisco
dn, Segunda, 11 de Agosto de 2008
Nações Unidas apelaram ao uso de traje informal
A gravata encontra-se novamente debaixo de forte ataque no mundo ocidental. Primeiro foram estudos indicando que os nós muito apertados poderiam aumentar os riscos de glaucoma, uma das principais causas da cegueira irreversível. Agora surgiu uma nova frente: a ambiental/económica.
O "general" que lidera o ataque antigravata chama-se Ban Ki-moon e é coreano. Ocupa o importante posto de secretário-geral das Nações Unidas. No início deste mês lançou a Cool UN ("ONU fresca"). Que, no essencial, consiste no seguinte: uma directiva às pessoas que frequentam a sede da instituição em Nova Iorque neste mês para que adoptem trajes informais. Objectivo: desacelerar o funcionamento do ar condicionado, aumentando a temperatura dos edifícios em 2 graus. Dizem as Nações Unidas que essa pequena medida, tirar a gravata (e o inevitável casaco) irá fazer poupar cem mil dólares num mês; e a emissão de 300 toneladas de dióxido de carbono, o gás que provoca o famoso buraco no ozono.
Por cá, o Governo também tem um Plano de Eficiência Energética. Mas não incluiu, pelo menos por enquanto, tirar gravatas. (...)
O DN questionou todos os ministérios sobre práticas de eficiência energética nos edifícios do Estado - no final de duas semanas responderam seis. Respostas que deixam uma certeza: o tipo de práticas adoptada, da temperatura nos edifícios ao tipo de lâmpadas utilizada fica mais ao critério do bom senso do que a qualquer guia de boas práticas - que não existe em concreto para os serviços estatais.
No início deste ano, o Ministério da Economia lançou o plano Portugal Eficiência 2015, que inclui um programa dedicado em específico ao Estado. Uma das medidas passa pela certificação energética dos edifícios - que até agora abrangeu dois, a Economia e o Ambiente. A sede do ministério de Manuel Pinho, na rua da Horta Seca, em Lisboa, ficou na classe C (a classificação vai e A a G).
No que se refere às lâmpadas, a maioria dos ministérios (Economia, Ambiente, Obras Públicas, Defesa, Saúde e Administração interna) refere já usar as florescentes, mais amigas do ambiente. Mas o processo de substituição não está terminado - ainda há lâmpadas incandescentes a iluminar as sedes ministeriais.
Uma prática que parece estar consolidada é a da reciclagem do papel: todos dizem praticá-la. As Obras Públicas reciclam, mensalmente, cerca de 500 kg de papel. A Defesa aponta dados do Estado-Maior-General das Forças Armadas: "cerca de 750 kg de papel triturados por mês".
Mas a "medalha" de eficiência energética nos edifícios do Estado vai para a Presidência. Cavaco Silva quis dar o exemplo, chamou um grupo de auditores e eis a conclusão - até agora o Palácio de Belém emitia anualmente 771 toneladas de dióxido de carbono para a atmosfera. Factura anual de energia: 157 mil euros. Este ano, já com novas medidas de eficiência energética, a emissão de CO2 deverá cair para as 553 toneladas.
Etiquetas:
Alterações Climáticas,
consumo responsável,
Energia,
Ética,
política
Absorção de CO2 é maior nas florestas virgens ...
...do que nas áreas reflorestadas
As florestas intocadas absorvem entre 40 e 60 por cento mais dióxido de carbono (CO2) do que as florestas exploradas comercialmente ou em monoculturas, conclui um estudo da Universidade Nacional da Austrália divulgado ontem. Os cientistas criticam que as negociações climáticas, que reconhecem as florestas como sumidouros de carbono, não façam a distinção entre estes tipos de florestas.
Os cientistas daquela Universidade estudaram as florestas australianas e concluíram que a quantidade média de carbono armazenada nas florestas naturais de eucalipto é de cerca de 640 toneladas por hectare. Segundo o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, sigla em inglês), a quantidade média de carbono armazenado nas florestas temperadas é de apenas 217 toneladas de carbono por hectare.
Além disso, as florestas naturais armazenam CO2 durante mais tempo. As florestas industrializadas têm uma diversidade genética reduzida e, por isso, são menos resistentes às pragas, doenças e alterações climáticas.
(...)
Como exemplo, o estudo concluiu que os 14,5 milhões de hectares de florestas naturais de eucalipto no Sudeste da Austrália podem armazenar cerca de 9,3 mil milhões de toneladas de carbono. Actualmente o carbono armazenado nessas florestas é o equivalente a retirar da atmosfera 460 milhões de toneladas de CO2, por ano, durante o próximo século.
Só no ano passado as negociações internacionais das Nações Unidas sobre alterações climáticas reconheceram o papel das florestas enquanto sumidouros de carbono. Hoje faz parte do “Plano de Acção de Bali” a ser debatido para preparar a cimeira de Copenhaga, em 2009. No entanto, as negociações não fazem distinção entre florestas virgens e florestas transformadas pelo homem.
Os cientistas daquela Universidade estudaram as florestas australianas e concluíram que a quantidade média de carbono armazenada nas florestas naturais de eucalipto é de cerca de 640 toneladas por hectare. Segundo o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, sigla em inglês), a quantidade média de carbono armazenado nas florestas temperadas é de apenas 217 toneladas de carbono por hectare.
Além disso, as florestas naturais armazenam CO2 durante mais tempo. As florestas industrializadas têm uma diversidade genética reduzida e, por isso, são menos resistentes às pragas, doenças e alterações climáticas.
(...)
Como exemplo, o estudo concluiu que os 14,5 milhões de hectares de florestas naturais de eucalipto no Sudeste da Austrália podem armazenar cerca de 9,3 mil milhões de toneladas de carbono. Actualmente o carbono armazenado nessas florestas é o equivalente a retirar da atmosfera 460 milhões de toneladas de CO2, por ano, durante o próximo século.
Só no ano passado as negociações internacionais das Nações Unidas sobre alterações climáticas reconheceram o papel das florestas enquanto sumidouros de carbono. Hoje faz parte do “Plano de Acção de Bali” a ser debatido para preparar a cimeira de Copenhaga, em 2009. No entanto, as negociações não fazem distinção entre florestas virgens e florestas transformadas pelo homem.
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