quinta-feira, 24 de abril de 2008

Reunião dia 29 de Abril, Faculdade Ciências

A Plataforma vai reunir na próxima terça-feira dia 29 de Abril às 18h30m, na sala 8.2.02 no edifício C8 da Faculdade de Ciências, Campo Grande.

-Vamos analisar o andamento do ciclo de debates em curso. Fazendo um balanço dos debates já realizados e também preparar os próximos.
Em particular vamos procurar avaliar o sucesso dos dois últimos debates, sobre Consumo Sustentável (Fórum FNAC Colombo, 5 de Abril), e Ambiente e Saúde Pública (Biblioteca Orlando Ribeiro, 19 de Abril).

- Vamos falar do processo de legalização da Plataforma.

-Nesta reunião serão também discutidas as próximas actividades da plataforma, tais como construção do site, elaboração de uma publicação com textos dos oradores do ciclo de debates, passeios de bicicletas, ideias para novas t-shirts, tertúlias, acções de rua, e o que mais surgir.

Apareçam!

quarta-feira, 23 de abril de 2008

terça-feira, 22 de abril de 2008

Claude Allègre

"The increase in the CO2 content of the atmosphere is an observed fact and mankind is most certainly responsible. In the long term, this increase will without doubt become harmful, but its exact role in the climate is less clear. Various parameters appear more important than CO2. Consider the water cycle and formation of various types of clouds, and the complex effects of industrial or agricultural dust. Or fluctuations of the intensity of the solar radiation on annual and century scale, which seem better correlated with heating effects than the variations of CO2 content."
Climat: la prévention, oui, la peur, non, L'Express, May 2006


Falando claro e muito convicto, Allègre, declarou hoje na Academia das Ciências em Lisboa que há grandes desafios para a humanidade hoje, mais certos e urgentes que o tema genérico das alterações climáticas [que, no seu ponto de vista, não é um problema antropogénico]: a Demografia, por exemplo, em breve seremos nove milhões a precisar de alimento e de água.
A sua tese: o ser humano tem nas mãos grandes desafios: a Adaptação a novas realidades. A solução: aceitar um progresso positivo com novas maneiras de produzir e gerir a Energia, os Resíduos, a Água, etc. Um pouco como os ciclos Geológicos, pensar os sistemas circulares de reciclagem de tudo o que possa ser reciclado, a energia, a água...
Na gestão do tema da biodiversidade, a solução para o desaparecimento da população de ursos polares a norte do Canadá, não está nas medidas extemporâneas como a redução da velocidade nas autoestradas [França], mas sim na luta para a proibição efectiva da caça a estes ursos!
As soluções para o futuro do nosso Planeta, devem ser realistas e fazer parte de medidas de adaptação económica à lógica dos mercados globais, ao presente.

Biodiversidade e Ordenamento do Território

A Liga para a Protecção da Natureza organizou ontem um debate sobre "Biodiversidade e Ordenamento do Território", no Auditório do Diário de Notícias, com a presença de Eugénio Sequeira (LPN), e Gonçalo Ribeiro Teles.
Ambos os oradores realçaram a importância de travar a especulação no sector da construção que deita por terra as boas intenções dos planos directores.
Podem ler mais aqui.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Que Futuro para o Planeta?

Claude Allègre
22 de Abril de 2008
18H00

Claude Allègre dispensa apresentação. Cientista, pedagogo e político, os seus livros têm contribuído muitíssimo para formar sucessivas gerações de cidadãos, no que toca a Ciências da Terra, a questões ambientais e a temas de educação.

Claude Allègre, um EXCELENTE orador, apresenta uma visão interessantíssima, e algo polémica, acerca das soluções para os problemas ambientais que nos preocupam a todos. Allègre demarca-se claramente de Al Gore e defende que, longe de nos levar a uma vida mais difícil, a protecção ambiental é uma enorme oportunidade de desenvolvimento e de melhoria do nosso nível de vida.


A conferência resulta de uma iniciativa do Museu Nacional de História Natural, da Academia das Ciências de Lisboa, da Embaixada de França e da Sociedade Geológica de Portugal.

Local:
Academia das Ciências de Lisboa
Rua da Academia das Ciências, 19,
Lisboa

Portugal ultrapassou em 2006 limites fixados por Quioto em 13 por cento

21.04.2008
PÚBLICO

As emissões de gases com efeito de estufa de Portugal em 2006 ultrapassaram em 13 por cento o limite fixado pelo Protocolo de Quioto. A Quercus lamenta a “incapacidade” do país implementar o Programa Nacional para as Alterações Climáticas, em especial no sector do transporte rodoviário.

Segundo o Protocolo de Quioto, Portugal poderia aumentar as suas emissões destes gases em 27 por cento até 2012, por referência a 1990. Mas em 2006, esse aumento era já de 40 por cento.
(continua...)

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Ambiente urbano, saúde e transportes

A minha percepção acerca das nossas percepções sociais é a de que cada vez mais nos sentimos preocupados, alertados e sensibilizados para as questões ambientais, em particular as directamente relacionadas com a saúde humana, seja porque os media dão cada vez mais importância ao assunto ou porque os sentimos de facto.


Li recentemente um relatório de 2004, "Áreas Metropolitanas – Vivências, Mobilidades e Qualidade de Vida" pela investigadora Susana Valente, sob orientação de Luísa Schmidt. Fiquei a saber entre outras coisas que:

- o ruído é o problema ambiental que os inquiridos colocam em primeiro lugar, seguido da poluição automóvel e poluição do ar. A questão era de resposta aberta e o estudo destaca ainda o trânsito como outra categoria apontada;

- a maioria percepciona que estes problemas vão piorar nos próximos 10/15 anos e considera que "a resolução dos problemas ambientais no mundo actual depende principalmentede uma mudança de comportamentos de cada um de nós ".


O crescimento das áreas metropolitanas e o não acompanhamento de uma actualização da necessária rede de transportes públicos, que se apresenta aparentemente insuficiente, tem contribuído para o cenário actual de congestão diária devido ao recurso do transporte individual.

Ouvi uma vez o investigador João Seixas referir que a estimativa de custos associados a utilização excessiva do transporte individual é 14,3% do PIB nacional.


Tendo em conta que, em ambiente urbano os transportes são a principal causa de poluição do ar e ruído e considerando as suas reconhecidas implicações na saúde, parece-me que se deveria pensar a mobilidade como um bem público cuja avaliação de qualidade, na satisfação, passe pela inclusão efectiva das externalidades associadas, nomeadamente os custos com a saúde.


sítios na web

WHO – World Health Organization

Ar : http://www.euro.who.int/healthtopics/HT2ndLvlPage?HTCode=air

Ruído: http://www.euro.who.int/healthtopics/HT2ndLvlPage?HTCode=noise

Tem-se assistido ao desenvolvimento de estratégias no sentido de mitigar este efeito...por exemplo relativamente à poluição do ar a Estratégia temática sobre a poluição atmosférica: http://europa.eu/scadplus/leg/pt/lvb/l28159.htm

quinta-feira, 17 de abril de 2008

na blogosfera http://sociedade-civil.blogspot.com/

Com que se preocupam os portugueses?

84% dos portugueses considera que os riscos ambientais tendem a aumentar. A saúde e o sector alimentar completa a lista das maiores preocupações dos portugueses neste momento. Casos com a BSE, a gripe das aves, a pneumonia atípica, produtos alimentares contaminados a acumulação de resíduos industriais perigosos parecem fazer desta sociedade uma “sociedade em risco”, como alguns já apelidaram.

Neste SC queremos perceber quais foram as estratégias aplicadas para resolver estas problemáticas, quem foram os seus actores e tentar perceber quais as consequências existentes no sociedade que se encontra em risco permanente e os estados de angústia que o risco provoca nos cidadãos.

domingo, 13 de abril de 2008

Ambiente e Saúde Pública: desafio à cidadania


A degradação objectiva do ambiente urbano e suas implicações reflecte-se cada vez mais na subjectiva degradação do bem estar. A preocupação demonstrada nesta percepção pessimista de futuro por parte dos portugueses, eleva ainda mais a urgência de coordenar esforços para a resolver. Com este debate procuraremos compreender de forma mais precisa a relação causal entre a poluição e a saúde humana assim como a prioridade de resolução dos vários factores e encontrar estratégias para enfrentar estes problemas.


Como chegar à Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro: mapa
Metro: Telheiras (Linha Verde)
Autocarros: 47, 78, 767


quinta-feira, 10 de abril de 2008

"Páscoa proibida e ambientalismo beato"

Este artigo de Henrique Raposo vale a pena ser lido e comentado. Este é o "tal" artigo citado pela nossa oradora Sofia Vaz no debate sobre consumo resposável.

Al Gore: o regresso

Al Gore Apresentou recentemente um update do seu já famoso powerpoint. Aqui vai o link para o video.

"In Al Gore's brand-new slideshow (premiering exclusively on TED.com), he presents evidence that the pace of climate change may be even worse than scientists were recently predicting, and challenges us to act with a sense of "generational mission" -- the kind of feeling that brought forth the civil rights movement -- to set it right. Gore's stirring presentation is followed by a brief Q&A in which he is asked for his verdict on the current political candidates' climate policies and on what role he himself might play in future."

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Debate sobre Consumo Sustentável


Obrigada a todos os participantes no debate no passado sábado, na Fnac - Colombo.
Um especial abraço de agradecimento à Sofia, pela dinâmica e interessante apresentação.

A Plataforma está a produzir novas iniciativas, sempre abertas à participação de tod@s!

sexta-feira, 4 de abril de 2008

a internacionalização do mundo

Durante um debate numa universidade dos Estados Unidos o actual Ministro da Educação CRISTOVAM BUARQUE foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazónia (ideia que surge com alguma insistência nalguns sectores da sociedade americana e que muito incomoda os brasileiros). Um jovem americano fez a pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um Brasileiro. Esta foi a resposta de Cristovam Buarque:

'De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazónia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse património, ele é nosso.
Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazónia, posso imaginar a sua internacionalização, como também a de tudo o mais que tem importância para a humanidade. Se a Amazónia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro... O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazónia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não seu preço. Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazónia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono ou de um país. Queimar a Amazónia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazónia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo génio humano. Não se pode deixar esse património cultural, como o património natural Amazónico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito tempo, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.
Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milénio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do Mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos também todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazónia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um património da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.
Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazónia seja nossa. Só nossa! '

quinta-feira, 3 de abril de 2008

É já no próximo Sábado

A divulgação do debate sobre o consumo responsável com Sofia Vaz já se encontra na Agenda da Fnac.


Sofia Vaz é Engenheira do Ambiente, e formada nas áreas de Gestão Ambiental. Trabalhou com a Agência Europeia do Ambiente, em Copenhaga. Conclui recentemente doutoramento em Filosofia do Ambiente no âmbito da Responsabilidade Ética e do Principio da Precaução. Actualmente trabalha em estudos sobre Consumo e Produção Sustentável.