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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Agricultura Biológica - informação

Convido-vos a consultar o website da UE dedicado à Agricultura Biológica.

http://ec.europa.eu/agriculture/organic/splash_en

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Questionário enegético

A BBC fez um questionário a 31 especialistas da área de energia, em torno da questão, como assegurar a segurança do abastecimento energético e reduzir as emissões de CO2, de uma forma não muito dispendiosa. A discussão centra-se na situação do Reino Unido, mas questões como estas colocam-se (ou devem colocar-se) em qualquer país.

sábado, 8 de novembro de 2008

Votem em mim!

O orçamento participativo está na fase de votação das propostas recebidas. Numa primeira fase fora escolhidas as áreas três prioritárias:

- Espaço Público e espaço verde.
- Reabilitação urbana.
- Infraestruturas viárias e trânsito e estacionamento.

Na área dos espaços verdes eu propus a requalificação do parque da Belavista. Várias pessoas fizeram propostas semelhantes, por isso há boas hipóteses de esta ideia vingar.

A minha proposta para a área do trânsito é a eliminação de duas faixas de rodagem na Rua Marquês Sá da Bandeira entre a Av. Berna e Duque d' Ávila, alargando os passeios. Esta intervenção tinha duas vantagens uma era aumentar o espaço de circulação de peões que é extremamente reduzido junto ao jardim Gulbenkian. E a segunda era a moderação da velocidade do trânsito na via, que é frequentemente demasiado elevada. Não creio que se justifique a existência de duas faixas de trânsito nesta via, e a sua existência estimula a circulação em excesso de velocidade. Esta proposta tem o nome obscuro de "Realinhamento da Rua Marquês Sá da Bandeira" e acho que dificilmente será escolhida, por isso faço aqui um apelo ao voto.

Votar nas propostas existentes é muito simples, basta irem a este endereço, registarem-se, escolherem três propostas e ordena-las consoante a sua importância.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Restos de comida vão ser recolhidos nas famílias

Rita Carvalho
dn, 11 de Agosto de 2008


Reciclagem. O lixo orgânico produzido na casa dos portugueses vai ser recolhido e reciclado. Depois de tratado servirá para produzir fertilizantes agrícolas e florestais. Governo está a estudar as utilizações que este composto pode ter e a sua viabilidade. Depois, analisará a melhor forma de recolha doméstica

Após o tratamento, o lixo dará composto para a floresta e a agricultura

Os restos de comida produzidos em casa e deitados no contentor normal vão ser recolhidos e reciclados. O Governo está a estudar a melhor forma de recolhê-los junto das famílias, tratá-los e aproveitá-los. Depois do tratamento, estes lixos orgânicos são transformados em composto que pode ser usado como fertilizante agrícola ou florestal e em revestimentos de estradas.

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) está a analisar as utilizações que podem ser dadas aos restos orgânicos, avaliando a rentabilidade e a viabilidade da sua recolha. "A grande dificuldade é escoar o composto no mercado, que tem de ter qualidade e não pode ser aplicado de qualquer forma nos solos", explica Gonçalves Henriques, director da APA. Por isso, é por aí que o processo tem de começar, mesmo antes de se ponderar o melhor sistema de recolha doméstica. "É preciso também analisar a quantidade produzida e a fracção valorizável." Os restos de comida são cerca de 30% do lixo. (...)

Gravatas, eficiência energética e o Plano de Eficiência Energética

Eficiência energética mata gravatas

João Pedro Henriques e Susete Francisco
dn, Segunda, 11 de Agosto de 2008

Nações Unidas apelaram ao uso de traje informal

A gravata encontra-se novamente debaixo de forte ataque no mundo ocidental. Primeiro foram estudos indicando que os nós muito apertados poderiam aumentar os riscos de glaucoma, uma das principais causas da cegueira irreversível. Agora surgiu uma nova frente: a ambiental/económica.

O "general" que lidera o ataque antigravata chama-se Ban Ki-moon e é coreano. Ocupa o importante posto de secretário-geral das Nações Unidas. No início deste mês lançou a Cool UN ("ONU fresca"). Que, no essencial, consiste no seguinte: uma directiva às pessoas que frequentam a sede da instituição em Nova Iorque neste mês para que adoptem trajes informais. Objectivo: desacelerar o funcionamento do ar condicionado, aumentando a temperatura dos edifícios em 2 graus. Dizem as Nações Unidas que essa pequena medida, tirar a gravata (e o inevitável casaco) irá fazer poupar cem mil dólares num mês; e a emissão de 300 toneladas de dióxido de carbono, o gás que provoca o famoso buraco no ozono.

Por cá, o Governo também tem um Plano de Eficiência Energética. Mas não incluiu, pelo menos por enquanto, tirar gravatas. (...)
O DN questionou todos os ministérios sobre práticas de eficiência energética nos edifícios do Estado - no final de duas semanas responderam seis. Respostas que deixam uma certeza: o tipo de práticas adoptada, da temperatura nos edifícios ao tipo de lâmpadas utilizada fica mais ao critério do bom senso do que a qualquer guia de boas práticas - que não existe em concreto para os serviços estatais.

No início deste ano, o Ministério da Economia lançou o plano Portugal Eficiência 2015, que inclui um programa dedicado em específico ao Estado. Uma das medidas passa pela certificação energética dos edifícios - que até agora abrangeu dois, a Economia e o Ambiente. A sede do ministério de Manuel Pinho, na rua da Horta Seca, em Lisboa, ficou na classe C (a classificação vai e A a G).

No que se refere às lâmpadas, a maioria dos ministérios (Economia, Ambiente, Obras Públicas, Defesa, Saúde e Administração interna) refere já usar as florescentes, mais amigas do ambiente. Mas o processo de substituição não está terminado - ainda há lâmpadas incandescentes a iluminar as sedes ministeriais.

Uma prática que parece estar consolidada é a da reciclagem do papel: todos dizem praticá-la. As Obras Públicas reciclam, mensalmente, cerca de 500 kg de papel. A Defesa aponta dados do Estado-Maior-General das Forças Armadas: "cerca de 750 kg de papel triturados por mês".

Mas a "medalha" de eficiência energética nos edifícios do Estado vai para a Presidência. Cavaco Silva quis dar o exemplo, chamou um grupo de auditores e eis a conclusão - até agora o Palácio de Belém emitia anualmente 771 toneladas de dióxido de carbono para a atmosfera. Factura anual de energia: 157 mil euros. Este ano, já com novas medidas de eficiência energética, a emissão de CO2 deverá cair para as 553 toneladas.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

ups!

Diz Sócrates: «Se um carro eléctrico já existisse actualmente, apenas pagaria 30 por cento do imposto automóvel, já que este imposto tem em 70 por cento uma componente ambiental. O Governo está disponível para criar um quadro fiscal ainda mais atraente”»

Mas…. de acordo com o Código do Imposto sobre veículos,

Artigo 2.º
Incidência objectiva
(…)
2 — Estão excluídos da incidência do imposto os seguintes veículos:
a) Veículos não motorizados, bem como os veículos exclusivamente eléctricos ou movidos a energias renováveis não combustíveis;

e no Codigo do Imposto Único de Circulação

« Artigo 5.º
Isenções
1 — Estão isentos de imposto os seguintes veículos: (…)
d) Veículos não motorizados, exclusivamente eléctricos ou movidos a energias renováveis não combustíveis, veículos especiais de mercadorias sem capacidade de transporte, ambulâncias, veículos funerários e tractores agrícolas;

Roubado aqui.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Carro eléctrico

Com pompa e circunstância foi hoje assinado um protocolo entre o Governo e a Renault-Nissan para a comercialização em Portugal de modelos de veículos eléctricos, que se espera poderem ser lançados em larga escala a partir de 2010. Os pormenores deste "negócio" ainda são desconhecidos e principalmente, as características técnicas dos automóveis. Os primeiros dados são prometedores. As questões mais importantes relativamente as carros eléctricos, e que serão inevitavelmente discutidos nos próximos tempos são:
- o preço do carro eléctrico vs. equivalente com motor de combustão interna;
- é o carro eléctrico "amigo do ambiente" no processo de construção (materiais usados e energia gasta)?;
- a sua autonomia;
- o seu abastecimento (facilidade e tempo de recarga);
- custo por quilometro vs. equivalente com motor de combustão interna;
- tempo de vida;
(...)

É certamente um passo para a diminuição das emissões de CO2 (dependendo de como é produzida a electricidade) mas não será certamente a solução para o congestionamento do trânsito....


(REVA, o carro eléctrico mais vendido do mundo)

terça-feira, 8 de julho de 2008

G8 quer mais petróleo e promete redução de emissões em 2050

Os líderes dos países mais industrializados pedem aos países produtores que aumentem a sua produção para travar o aumento do preço do petróleo.
Entretanto isso parece que não é possível.
Como não me parece credível que os líderes dos oito países mais ricos do mundo não tenham quem lhes diga que o que pedem não faz sentido, só posso concluir que este pedido é só uma forma de iludir a opinião pública.
Os líderes mundiais não têm coragem de apelar a uma redução do consumo de combustíveis, porque isso põe em causa o sacrossanto crescimento económico.
Não têm capacidade de delinear uma estratégia que torne o mundo menos dependente dos combustíveis fósseis, e simultâneamente reduzir as emissões de CO2 mundiais.
Por isso fazem este pedido impossível de satisfazer. Não deixa de ser caricato que perante uma crise mundial, os oito países mais desenvolvidos em lugar de apontarem um caminho para sair desta situação, façam um apelo aos países produtores de petróleo para que resolvam a situação.
Para além deste pedido, o G8 fez também a promessa de reduzir as emissões de CO2 em 50% daqui a 40 anos, o que é uma forma elegante de dizer que por enquanto não tencionam fazer absolutamente nada.

sábado, 17 de maio de 2008

sexta-feira, 4 de abril de 2008

a internacionalização do mundo

Durante um debate numa universidade dos Estados Unidos o actual Ministro da Educação CRISTOVAM BUARQUE foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazónia (ideia que surge com alguma insistência nalguns sectores da sociedade americana e que muito incomoda os brasileiros). Um jovem americano fez a pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um Brasileiro. Esta foi a resposta de Cristovam Buarque:

'De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazónia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse património, ele é nosso.
Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazónia, posso imaginar a sua internacionalização, como também a de tudo o mais que tem importância para a humanidade. Se a Amazónia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro... O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazónia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não seu preço. Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazónia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono ou de um país. Queimar a Amazónia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazónia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo génio humano. Não se pode deixar esse património cultural, como o património natural Amazónico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito tempo, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.
Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milénio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do Mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos também todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazónia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um património da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.
Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazónia seja nossa. Só nossa! '

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Democracia

Para alguns o acontecimento do ano 2008 para o ambiente é a anunciada saída de Bush e da sua política da presidência dos EUA. A má notícia é que isso só acontecera no final do ano. Do lado dos Democratas os candidatos que se perfilam têm propostas mais ou menos ambiciosas e até surpreendentes. Do lado dos Republicanos elas são mais ambíguas mas parece haver alguma preocupação. Um resumo das propostas dos vários candidatos pode ser consultadas clicando da imagem:


(via http://grist.org/)

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

City planning will determine pace of global warming, un-habitat chief tells Second Committee as she links urban poverty with climate change

City planning will determine pace of global warming, un-habitat ...
Media Newswire (press release) - New York,NY,USA
Policymakers, planners, environmental specialists and citizens must now
join forces and place cities and urban issues at the forefront of the
sustainable ...
<http://media-newswire.com/release_1056792.html>

domingo, 12 de agosto de 2007

Extraordinário

Por enquanto ainda ninguém defendeu a legalização do estacionamento no passeio. Mas pela mesma ordem de ideias da outra petição, pode também dizer-se que se em Lisboa há milhares de carros estacionados em cima do passeio, não pode querer dizer que em Lisboa há milhares de bandalhos sem qualquer respeito pelo próximo. Não, certamente que é a culpa é da lei. Por isso vão aprendendo com este senhor


P.S. A Ana mandou-me este vídeo como ela não o pôs cá, ponho eu.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Condominio da Terra

Apesar do meu comentário ao "post" sobre o concerto "Live Earth", penso que esta ideia de "Condomínio da Terra" é excelente. Transmite uma ideia de proximidade com o planeta que habitamos e tem associada um livro intitulado "O Condomínio da Terra - Das Alterações Climáticas a uma Nova Concepção Jurídica do Planeta".:


«a coexistência de soberanias autónomas num espaço colectivo, ou seja, um poder político, supremo e independente, relativo à fracção territorial de cada estado, e partilhado, no que concerne as partes comuns.»

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Cidadãos por Lisboa

Apesar dos problemas para reunir as assinaturas necessárias para formalizar a candidatura, os "Cidadãos por Lisboa" liderados por Helena Roseta já têm um blogue. Entretanto, hoje, está marcado um debate aberto com a presença da candidata a candidata no Cine-Teatro A Barraca, no Largo de Santos (em Lisboa), pelas 21H00.