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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Gravatas, eficiência energética e o Plano de Eficiência Energética

Eficiência energética mata gravatas

João Pedro Henriques e Susete Francisco
dn, Segunda, 11 de Agosto de 2008

Nações Unidas apelaram ao uso de traje informal

A gravata encontra-se novamente debaixo de forte ataque no mundo ocidental. Primeiro foram estudos indicando que os nós muito apertados poderiam aumentar os riscos de glaucoma, uma das principais causas da cegueira irreversível. Agora surgiu uma nova frente: a ambiental/económica.

O "general" que lidera o ataque antigravata chama-se Ban Ki-moon e é coreano. Ocupa o importante posto de secretário-geral das Nações Unidas. No início deste mês lançou a Cool UN ("ONU fresca"). Que, no essencial, consiste no seguinte: uma directiva às pessoas que frequentam a sede da instituição em Nova Iorque neste mês para que adoptem trajes informais. Objectivo: desacelerar o funcionamento do ar condicionado, aumentando a temperatura dos edifícios em 2 graus. Dizem as Nações Unidas que essa pequena medida, tirar a gravata (e o inevitável casaco) irá fazer poupar cem mil dólares num mês; e a emissão de 300 toneladas de dióxido de carbono, o gás que provoca o famoso buraco no ozono.

Por cá, o Governo também tem um Plano de Eficiência Energética. Mas não incluiu, pelo menos por enquanto, tirar gravatas. (...)
O DN questionou todos os ministérios sobre práticas de eficiência energética nos edifícios do Estado - no final de duas semanas responderam seis. Respostas que deixam uma certeza: o tipo de práticas adoptada, da temperatura nos edifícios ao tipo de lâmpadas utilizada fica mais ao critério do bom senso do que a qualquer guia de boas práticas - que não existe em concreto para os serviços estatais.

No início deste ano, o Ministério da Economia lançou o plano Portugal Eficiência 2015, que inclui um programa dedicado em específico ao Estado. Uma das medidas passa pela certificação energética dos edifícios - que até agora abrangeu dois, a Economia e o Ambiente. A sede do ministério de Manuel Pinho, na rua da Horta Seca, em Lisboa, ficou na classe C (a classificação vai e A a G).

No que se refere às lâmpadas, a maioria dos ministérios (Economia, Ambiente, Obras Públicas, Defesa, Saúde e Administração interna) refere já usar as florescentes, mais amigas do ambiente. Mas o processo de substituição não está terminado - ainda há lâmpadas incandescentes a iluminar as sedes ministeriais.

Uma prática que parece estar consolidada é a da reciclagem do papel: todos dizem praticá-la. As Obras Públicas reciclam, mensalmente, cerca de 500 kg de papel. A Defesa aponta dados do Estado-Maior-General das Forças Armadas: "cerca de 750 kg de papel triturados por mês".

Mas a "medalha" de eficiência energética nos edifícios do Estado vai para a Presidência. Cavaco Silva quis dar o exemplo, chamou um grupo de auditores e eis a conclusão - até agora o Palácio de Belém emitia anualmente 771 toneladas de dióxido de carbono para a atmosfera. Factura anual de energia: 157 mil euros. Este ano, já com novas medidas de eficiência energética, a emissão de CO2 deverá cair para as 553 toneladas.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

"Páscoa proibida e ambientalismo beato"

Este artigo de Henrique Raposo vale a pena ser lido e comentado. Este é o "tal" artigo citado pela nossa oradora Sofia Vaz no debate sobre consumo resposável.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Cheat neutral

Como realizar campanhas e discutir assuntos pertinentes de uma forma didáctica, inteligente e divertida?

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Health and Consumer Protection DG

What are some of the main challenges that our DG may face in the future? How will the environment in which we operate evolve in the coming 10-20 years? For example: will consumers have confidence in what we purchase in a supermarket? Will consumers be increasingly looking for ethical or local products? Will citizens live longer and healthier? Will consumers spend even more time on the internet looking for information or making a purchase?

What are the different future scenarios? What does it mean for us? How should we prepare ourselves pro-actively?


mais informação

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Os transgénicos e o ecoterrorismo

Na passada sexta-feira um grupo de ecologistas invadiu um campo de milho transgénico e destrui uma plantação com cerca de um hectare.
Este acontecimento, novo em Portugal, levanta algumas questões interessantes, que merecem ser discutidas. Vale a pena discutir os alegados efeitos nefastos deste tipo de plantações para o meio ambiente e para a saúde das pessoas. Também me parece oportuno discutir esta forma de agir e as suas consequências.

domingo, 12 de agosto de 2007

Extraordinário

Por enquanto ainda ninguém defendeu a legalização do estacionamento no passeio. Mas pela mesma ordem de ideias da outra petição, pode também dizer-se que se em Lisboa há milhares de carros estacionados em cima do passeio, não pode querer dizer que em Lisboa há milhares de bandalhos sem qualquer respeito pelo próximo. Não, certamente que é a culpa é da lei. Por isso vão aprendendo com este senhor


P.S. A Ana mandou-me este vídeo como ela não o pôs cá, ponho eu.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Ethical dimensions of climate change

Este vídeo e este "livro branco" abordam as dimensões éticas das Alterações Climáticas. Por exemplo, o facto de haver incerteza, no plano da ciência, quanto à dimensão do aquecimento, a verdade é que esse problema do ponto de vista ético não é muito relevante, porque já é adquirido que os países/regiões mais pobres/fragéis irão (em alguns casos já estão a) sofrer mais. Portanto, invocar a incerteza para não agir é eticamente reprovável.

«If governments wait until all uncertainties about climate change impacts are resolved and the consensus view of climate change science turns out to be correct, it is likely to be too late to prevent potentially catastrophic damages from human-induced climate change.»