segunda-feira, 21 de setembro de 2009
De vento em popa sem o nuclear às costas, com mais ondas e marés, sol e barragens, mas provavelmente menos peixinhos da horta
Se as apostas específicas deste governo na área das renováveis foram as melhores ou se os níveis de subsidiação foram os mais adequados são questões demasiado complexas para debater num único post. Certamente houve opções menos felizes, mas parece-me fundamental que o governo PS tenha efectuado uma escolha em prol das energias renováveis, face a cenários alternativos como o nuclear ou a proliferação de centrais dependentes de combustíveis fósseis. Convém também compreender se as críticas mais acérrimas têm por base os méritos ou deméritos das opções técnicas aprovadas, ou os interesses que favorecem ou contrariam.
A aprovação de legislação exigente sobre eficiência energética para os edifícios novos é um passo fundamental para reduzir o desperdício, mas é igualmente crucial apresentar uma estratégia ambiciosa para a reconversão do parque habitacional existente. O apoio a soluções do tipo fotovoltaico e solar-térmico ao nível residencial podem ter aqui um papel muito importante, que é reforçado pelo facto de uma central solar fotovoltaica não ter ganhos de eficiência significativos face à mesma capacidade instalada em residências. Significa isto que os projectos das centrais fotovoltaicas de Serpa e da Amareleja (as maiores do mundo) são aventuras megalómanas? Penso que não, porque a importância destas centrais extravasa em muito a relevância da energia efectivamente aí produzida: são projectos de marketing nacional que colocam Portugal no mapa das energias renováveis e na linha da frente de um sector que movimenta biliões de euros e cresce a um ritmo exponencial.
No campo oposto temos aqueles que advogam que o nuclear é uma opção imprescindível que não nos podemos dar ao luxo de recusar num futuro próximo, e que tem em Patrick Monteiro de Barros o seu mais acérrimo defensor.
Não poderia discordar de forma mais veemente dos que defendem que o nuclear é uma tecnologia barata, limpa e segura. Mas vamos aos factos:
1) Rejeito liminarmente a solução nuclear porque considero que o risco probabilisticamente mínimo mas potencialmente devastador de um acidente nuclear não é aceitável numa sociedade civilizada. Windscale rebaptizado Sellafield em Inglaterra, ou Three Mile Island nos EUA são exemplos de acidentes nucleares graves (com destruição ou fusão parcial do núcleo) em potências ocidentais, o que comprova que Chernobyl não é caso isolado nem exclusivo de uma URSS em declínio. Acresce que o secretismo em caso de acidente dá reduzidas garantias à sociedade civil de dispor da melhor informação para lidar com uma ocorrência grave.
2) A ausência de uma solução para a questão dos resíduos radioactivos é outro argumento decisivo para rejeitar esta tecnologia. Além de se poluir o planeta por milhares de anos, estamos a transferir para as gerações futuras um grave prejuízo ambiental e económico a troco da produção de energia no presente (para a qual existem várias e melhores alternativas), o que constitui uma grave violação do princípio de ética intergeracional. Existe também o risco de se fomentar o circuito criminoso de tráfico internacional de resíduos perigosos onde invariavelmente os resíduos perigosos dos países ricos encontram sepultura em países económica ou democraticamente mais frágeis.
3) O nuclear está longe de ser uma tecnologia limpa, basta considerar as emissões associadas à mineração e enriquecimento do urânio, à construção das centrais, e ao transporte, processamento e armazenamento dos resíduos radioactivos. Não é necessário invocar Chernobyl para demonstrar o logro deste argumento, basta efectuar uma análise rigorosa ao ciclo de vida de uma central nuclear para o argumento das reduzidas emissões de CO2 se tornar logo menos atraente.
4) A percepção de que o nuclear é uma tecnologia barata é outra ideia peregrina, pois além de ter beneficiado de milhares de milhões de euros de apoios da União Europeia durante décadas (contra apoios ridículos para as renováveis), existem estudos do MIT que comprovam a existência regular de elevadíssimas derrapagens no custo de construção das centrais e que são tipicamente suportados pelos consumidores e contribuintes. Acresce que os elevadíssimos custos de desmantelamento das centrais raramente são suportados pelos consórcios privados que as construíram e que delas beneficiaram, e acabam por cair sobre os ombros dos contribuintes.
5) O nuclear é uma tecnologia madura onde é muito mais difícil Portugal conseguir inovar, além de que não dispomos de vantagens competitivas face a potências nucleares como a França ou os EUA. Portanto ao contrário das renováveis, a aposta no nuclear não trará significativas mais-valias em áreas associadas nem potenciará a criação de um cluster tecnológico estratégico.
6) O processo completo de construção de uma central nuclear desde a fase de discussão pública até à entrada em produção regular demora entre 10 a 15 anos, incompatível portanto com a necessidade urgente de reduzir as emissões de CO2 a muito curto prazo.
Arrumada a questão do nuclear gostaria de me voltar para algumas críticas que dizem que as renováveis têm pouco impacto no combate à dependência energética do país. O facto de grande parte da dependência energética de Portugal advir do sector dos transportes não significa obviamente que investir em energias renováveis seja um erro. Claro que seria interessante pensar a prazo no encerramento de centrais muito poluentes como a de Sines (a carvão), mas esse é um cenário ainda longínquo e parece-me óbvio que se não houvesse aposta nos renováveis as nossas importações de combustíveis fósseis teriam de compensar essa fatia.
Em suma, à esquerda e à direita atropelam-se os que tentam diminuir o mérito da aposta nas energias renováveis. Desde os desacreditados apoiantes do nuclear até aos ecologistas mais radicais, que sofrendo de uma profunda incoerência ideológica são contra o nuclear mas também se opõem às barragens e aos parques eólicos que nos permitem rejeitar a primeira e mais nefasta opção.
A urgente resolução da questão energética pede mais honestidade intelectual e menos utopia demagógica. E como coerência e honestidade não impedem sentido crítico deve-se continuar a denunciar situações onde se verifique a criação de rendas desnecessárias, o mau ordenamento na construção de parques eólicos, e qualquer outro caso que venha a afectar negativamente a boa execução de uma correcta aposta nas energias renováveis.
Para terminar apenas uma breve nota sobre a importância de reconhecer a existência de limites ao crescimento e sobre o grave problema da sacralização da tecnologia que são assuntos conexos com a problemática energética e sobre os quais falarei num próximo post:
Limites do crescimento
A adopção de um novo paradigma de sustentabilidade implica que a sociedade aceite a existência de limites ao crescimento, o que em última análise poderá levar a uma estratégia de decrescimento sustentado.
Sacralização da tecnologia
A sacralização da tecnologia na sociedade ocidental desde a segunda metade do séc. XX resulta de uma fé exagerada na ciência, que é perversa na medida em que serve para escamotear à necessidade de alterar hábitos insustentáveis profundamente enraizados na sociedade ocidental.
Publicado originalmente no Simplex
De vento em popa
O investimento em energias renováveis permite aumentar a segurança de abastecimento, reduzir a importação de energia do estrangeiro, aliviar o défice da balança de pagamentos, e reduzir a exposição à volatilidade de preços dos recursos não renováveis.
A diversificação inerente à promoção das energias renováveis cria condições para o desenvolvimento de um cluster tecnológico de futuro, capaz de gerar emprego qualificado e com elevado potencial exportador. Enquanto a descentralização da produção que está associada às energias verdes possibilita que a criação de emprego e a geração de riqueza sejam repartidas de forma mais homogénea pelo território nacional.
O apoio às energias renováveis deverá ser gerido criteriosamente, de forma a evitar a criação de rendas desnecessárias em tecnologias verdes já competitivas, que venham a onerar excessivamente o contribuinte ou o consumidor. Incentivando também a inovação, pesquisa e desenvolvimento em áreas emergentes como a biomassa ou a energia geotérmica.
Apesar do entusiasmo com as energias renováveis é fundamental agir com a mesma determinação no combate ao desperdício, na promoção da eficiência energética e na gestão da procura. É crucial agir ao nível da alteração de comportamentos dos consumidores, o que só é possível se se compreender bem a dinâmica da procura, agindo sobre ela em vez de a tomar sistematicamente como um dado rígido ao qual a oferta continuamente se ajusta.
Vencer o desafio energético aproveitando integralmente o potencial das energias renováveis exige uma estreita articulação das políticas de energia, urbanismo e transportes. A adopção de soluções de mobilidade suave, híbrida e eléctrica terá porventura ainda maior impacto ao nível energético que as energias renováveis.
Não basta inovar tecnologicamente, é essencial mudar hábitos e comportamentos insustentáveis enraizados há décadas na sociedade portuguesa. A promoção de tecnologias, equipamentos, edifícios e meios de transporte mais eficientes, e a adopção de hábitos mais sustentáveis são passos fundamentais rumo à indispensável redução da intensidade energética da nossa economia, garante de competitividade internacional e de crescimento sustentável.
Publicado originalmente no Simplex
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
1º Congresso Lusófono sobre Ambiente e Energia

De 20 a 22 de Setembro terá lugar o primeiro Congresso Lusófono sobre Ambiente e Energia.
Segundo a informação disponibilizada no website o evento tem como objectivo constituir um fórum de encontro e discussão em torno de temas relacionados com as questões do ambiente e energia que interessam aos países lusófonos. Pretende-se promover o confronto de ideias, a partilha de experiências e abordagens e o desenvolvimento de parcerias por forma a promover a cooperação entre investigadores, técnicos profissionais, decisores e estudantes dos diferentes países.
Sobre a organização, o programa e como participar: http://lusambe.dcea.fct.unl.pt/
domingo, 23 de novembro de 2008
O carro eléctrico vive!

Na sexta passada passou pela faculdade de ciências um carro movido a electricidade. O carro é norueguês e denomina-se Buddycab. O Buddy pode transportar 3 adultos (bem apertadinhos), tem um velocidade máxima de 80Km/h e uma autonomia de 80Km. O que o torna perfeito para andar na cidade. Ah e é incrivelmente silencioso!
Este projecto já tem 20 anos, e deverá começar a ser construído em Portugal já em 2009.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Questionário enegético
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
consumidores de nuclear preferem renováveis
comentário directo do site Grist
Illinois -- home state of our new president-elect -- is the most nuclear-reliant state in the nation, with 11 operating reactors. The Illinois communities of Oak Park, Berwyn, and Riverside are particularly reliant on nuclear power: it's 75 percent of their juice, purchased from Commonwealth Edison, a local subsidiary of Exelon, the nation's largest nuclear utility.
So it is of some interest that each of those communities voted on a straightforward referendum on Tuesday. It went like this: "Shall our elected officials in Illinois take steps to phase out nuclear power in the state, replacing it with renewable sources such as wind and solar?"
The results? 68.0 percent Yes, 32.1 percent No.
(You can find the breakdown here.)
So do nuclear's biggest customers prefer renewables? Kinda looks that way.
More on this from Harvey Wasserman.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Palestra com James Howard Kunstler

"A Longa Emergência: O Futuro da Energia e do Urbanismo"
Palestra com James Howard Kunstler
Quinta- Feira, 16 de Outubro
Fundação Calouste Gulbenkian
9h30 - 12h30
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"O pico do petróleo: a civilização no século XXI"
Palestra com James Howard Kunstler,
autor de "O fim do petróleo", promovida pela ASPO-Portugal
Quinta-feira, 16 de Outubro
16h30, Complexo Interdisciplinar, IST
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Captura de Carbono
"World's first carbon capture pilot fires up clean-coal advocates
German project will burn coal in an atmosphere of pure oxygen – producing CO2 waste which can be buried – creating enough electricity to power 1,000 homes
The world's first complete demonstration of carbon capture and storage (CCS) technology will begin next week at a coal-fired power station in Germany.
Built alongside the 1,600MW Schwarze Pumpe power plant in north Germany, the demonstration experiment will capture up to 100,000 tonnes of CO2 a year, compress it and bury it 3,000m below the surface of the depleted Altmark gas field, about 200km from the site.(...)"
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Ferrovia vs. Rodovia
Gravatas, eficiência energética e o Plano de Eficiência Energética
João Pedro Henriques e Susete Francisco
dn, Segunda, 11 de Agosto de 2008
Nações Unidas apelaram ao uso de traje informal
A gravata encontra-se novamente debaixo de forte ataque no mundo ocidental. Primeiro foram estudos indicando que os nós muito apertados poderiam aumentar os riscos de glaucoma, uma das principais causas da cegueira irreversível. Agora surgiu uma nova frente: a ambiental/económica.
O "general" que lidera o ataque antigravata chama-se Ban Ki-moon e é coreano. Ocupa o importante posto de secretário-geral das Nações Unidas. No início deste mês lançou a Cool UN ("ONU fresca"). Que, no essencial, consiste no seguinte: uma directiva às pessoas que frequentam a sede da instituição em Nova Iorque neste mês para que adoptem trajes informais. Objectivo: desacelerar o funcionamento do ar condicionado, aumentando a temperatura dos edifícios em 2 graus. Dizem as Nações Unidas que essa pequena medida, tirar a gravata (e o inevitável casaco) irá fazer poupar cem mil dólares num mês; e a emissão de 300 toneladas de dióxido de carbono, o gás que provoca o famoso buraco no ozono.
Por cá, o Governo também tem um Plano de Eficiência Energética. Mas não incluiu, pelo menos por enquanto, tirar gravatas. (...)
O DN questionou todos os ministérios sobre práticas de eficiência energética nos edifícios do Estado - no final de duas semanas responderam seis. Respostas que deixam uma certeza: o tipo de práticas adoptada, da temperatura nos edifícios ao tipo de lâmpadas utilizada fica mais ao critério do bom senso do que a qualquer guia de boas práticas - que não existe em concreto para os serviços estatais.
No início deste ano, o Ministério da Economia lançou o plano Portugal Eficiência 2015, que inclui um programa dedicado em específico ao Estado. Uma das medidas passa pela certificação energética dos edifícios - que até agora abrangeu dois, a Economia e o Ambiente. A sede do ministério de Manuel Pinho, na rua da Horta Seca, em Lisboa, ficou na classe C (a classificação vai e A a G).
No que se refere às lâmpadas, a maioria dos ministérios (Economia, Ambiente, Obras Públicas, Defesa, Saúde e Administração interna) refere já usar as florescentes, mais amigas do ambiente. Mas o processo de substituição não está terminado - ainda há lâmpadas incandescentes a iluminar as sedes ministeriais.
Uma prática que parece estar consolidada é a da reciclagem do papel: todos dizem praticá-la. As Obras Públicas reciclam, mensalmente, cerca de 500 kg de papel. A Defesa aponta dados do Estado-Maior-General das Forças Armadas: "cerca de 750 kg de papel triturados por mês".
Mas a "medalha" de eficiência energética nos edifícios do Estado vai para a Presidência. Cavaco Silva quis dar o exemplo, chamou um grupo de auditores e eis a conclusão - até agora o Palácio de Belém emitia anualmente 771 toneladas de dióxido de carbono para a atmosfera. Factura anual de energia: 157 mil euros. Este ano, já com novas medidas de eficiência energética, a emissão de CO2 deverá cair para as 553 toneladas.
terça-feira, 15 de julho de 2008
Who killed the electric car?
O filme procura perceber os eventos que envolveram o desenvolvimento e abandono dos carros eléctricos nos EUA entre 1996 e 2006.
Numa altura em o preço atingido pelo petróleo acentua os problemas associados aos carros de combustão, é importante tentar perceber porque falhou umas das alternativas mais promissoras à tecnologia baseada em motores de combustão.
A seguir ao documentário decorrerá um debate em que pretendemos discutir o estado actual do carro eléctrico, e as suas perspectivas para o futuro.
terça-feira, 8 de julho de 2008
G8 quer mais petróleo e promete redução de emissões em 2050
Entretanto isso parece que não é possível.
Como não me parece credível que os líderes dos oito países mais ricos do mundo não tenham quem lhes diga que o que pedem não faz sentido, só posso concluir que este pedido é só uma forma de iludir a opinião pública.
Os líderes mundiais não têm coragem de apelar a uma redução do consumo de combustíveis, porque isso põe em causa o sacrossanto crescimento económico.
Não têm capacidade de delinear uma estratégia que torne o mundo menos dependente dos combustíveis fósseis, e simultâneamente reduzir as emissões de CO2 mundiais.
Por isso fazem este pedido impossível de satisfazer. Não deixa de ser caricato que perante uma crise mundial, os oito países mais desenvolvidos em lugar de apontarem um caminho para sair desta situação, façam um apelo aos países produtores de petróleo para que resolvam a situação.
Para além deste pedido, o G8 fez também a promessa de reduzir as emissões de CO2 em 50% daqui a 40 anos, o que é uma forma elegante de dizer que por enquanto não tencionam fazer absolutamente nada.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Balanço do ciclo da mobilidade
As iniciativas tiveram níveis de participação muito interessantes (15-20 pessoas), e as discussões que tiveram lugar foram bastante interessantes, pelo que o balanço deste pequeno ciclo é bastante positivo.
Durante a Tertúlia sobre transportes na cidade de Lisboa, surgiram as seguintes propostas:
- Solicitar à Carris suportes para bicicletas no exterior dos eléctricos e elevadores.
- Sugerir a criação de um troleybus junto à IC19.
- Pedir uma faixa na ponte nova para bicicleta, ou em alternativa solicitar uma na ponte 25 de Abril.
- Solicitar a criação de portagens para entrar na cidade.
- Reclamar parques de estacionamento para bicicletas em zona vigiadas, em espaços como estações de comboio e interfaces de transportes.
- Solicitar medidas de facilitação da vida do ciclista, tais como elevadores, rampas (Nota: Para realçar a importância destas medidas em conjunto com as bicicletas devem ser mencionados os utentes de mobilidade reduzida).
- Criação de massas críticas/bicicletadas temáticas.
- Coordenação das diferentes iniciativas para que se faça pressão em conjunto, para maximizar o êxito das mesmas.
- Reclamar a estrada do Porto (estrada junto ao rio de Braço de Prata a S. Apolónia) para os ciclistas. Reclamar também a via ciclável Algés-Expo.
- Lançar desafios aos ciclistas.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
The end of Suburbia
de Gregory Green, Canada (2004), versão original em Inglês. Dia 2 de Julho às 19h na sala Visconti da Fábrica Braço de Prata.
Depois da II guerra Mundial, os cidadãos dos Estados Unidos Unidos da América investiram a sua riqueza nos subúrbios das cidades com a promessa de espaço, baixo preço, vida familiar e mobilidade. Com a explosão desordenada da população suburbana nos últimos 50 anos, também este estilo de vida se tornou parte da consciência Americana.
Os subúrbios tornaram-se no sonho Americano.
No entanto, com a chegada do século XXI, questões sérias começam a emergir sobre sustentabilidade deste modo de vida. O documentário “The end of suburbia” explora o “way of life” Americano e as suas perspectivas à medida que o planeta Terra se aproxima de uma era crítica em que a procura global por combustíveis fósseis começa a ultrapassar a sua produção. Neste documentário, cientistas e legisladores, defendem que o “peak oil” global e o declínio inevitável dos combustíveis fósseis está a chegar.
As consequências da inacção face a esta crise global são enormes. O que é que o “peak oil” quer dizer para a américa do norte? Á medida que os preços da energia aumentam como irão as populações dos subúrbios reagir ao colapso do seu sonho? Estão os suburbios de hoje destinados a tornarem-se os bairros de lata de amanhã? O que é que pode ser feito agora, individualmente ou colectivamente, para evitar o fim dos subúrbios?
Adaptado de http://www.endofsuburbia.com/
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Agora sim o barril petróleo ultrapassou os cem dólares
Mas dado que nestes últimos meses o dólar teve uma desvalorização bastante acentuada, a leitura do preço do petróleo não pode ser feita directamente. Como a cotação do euro face ao dólar oscilou durante muito tempo entre 1.20 e 1.30, vou tomar como referência
o valor 1.25, considerando ser este o valor de 1 dólar. Assim dado que a cotação do euro face ao dólar é hoje de 1.54, o preço do petróleo atingiu neste dia o valor de 1.25/1.54×125=101.5 dólares absolutos. Agora sim podemos comemorar!
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Movimento é energia....
O objectivo é gerar corrente electrica a partir da energia mecanica resultante do andar, saltar.....
mais informação aqui e aqui
Dançar também....
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Energia
O resumo do Público: Chineses constroem "uma central de Sines" de quatro em quatro dias.
"A frota automóvel chinesa era de 5,5 milhões de veículos em 1990. Em 2005, tinha subido para 37 milhões e até 2030 explodirá para 270 milhões."
E o Executive Summary do relatório aqui (12 páginas).
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
City planning will determine pace of global warming, un-habitat chief tells Second Committee as she links urban poverty with climate change
Media Newswire (press release) - New York,NY,USA
Policymakers, planners, environmental specialists and citizens must now
join forces and place cities and urban issues at the forefront of the
sustainable ...
<http://media-newswire.com


