Com a exibição e de debate do filme "the End of Suburbia" na Fábrica Braço de Prata, na quarta-feira ficou concluído o ciclo de eventos em que Plataforma procurou promover o debate sobre a mobilidade nos centros urbanos. Para além deste evento foi também realizada uma tertúlia sobre transportes na cidade de Lisboa na sexta dia 27 de Junho. Também nesse dia a Plataforma participou na Massa Crítica, distribuindo aos automobilistas panfletos apelando à redução do uso do automóvel no seu dia dia.
As iniciativas tiveram níveis de participação muito interessantes (15-20 pessoas), e as discussões que tiveram lugar foram bastante interessantes, pelo que o balanço deste pequeno ciclo é bastante positivo.
Durante a Tertúlia sobre transportes na cidade de Lisboa, surgiram as seguintes propostas:
- Solicitar à Carris suportes para bicicletas no exterior dos eléctricos e elevadores.
- Sugerir a criação de um troleybus junto à IC19.
- Pedir uma faixa na ponte nova para bicicleta, ou em alternativa solicitar uma na ponte 25 de Abril.
- Solicitar a criação de portagens para entrar na cidade.
- Reclamar parques de estacionamento para bicicletas em zona vigiadas, em espaços como estações de comboio e interfaces de transportes.
- Solicitar medidas de facilitação da vida do ciclista, tais como elevadores, rampas (Nota: Para realçar a importância destas medidas em conjunto com as bicicletas devem ser mencionados os utentes de mobilidade reduzida).
- Criação de massas críticas/bicicletadas temáticas.
- Coordenação das diferentes iniciativas para que se faça pressão em conjunto, para maximizar o êxito das mesmas.
- Reclamar a estrada do Porto (estrada junto ao rio de Braço de Prata a S. Apolónia) para os ciclistas. Reclamar também a via ciclável Algés-Expo.
- Lançar desafios aos ciclistas.
Sexta-feira, 4 de Julho de 2008
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3 comentários:
A referida tertúlia decorreu imediatamente à seguir à Massa Crítica, pelo que a maior parte dos seus participantes são utilizadores de bicicleta, não é por isso surpreendente que a maior parte das propostas apresentadas sejam relacionadas com o uso da bicicleta.
A seguir ao debate voltei para casa pela estrada principal e passei para a do porto por debaixo do viaduto (para não subir aquela rampa), tendo que passar a bicicleta por cima de um muro (eu, e mais dois outros ciclistas). Do lado de lá passavam alguns camiões... Não sei se a convivência com camiões será o melhor para os ciclistas, acho que prefiro ir na estrada normal. Ao longo do rio faz sentido um passeio marítimo muiiiito largo, e dividido em duas zonas segregadas: ciclistas e peões. A segregação para fins essencialmente recreativos.
Não estou a ver que muro é esse, onde é que fica mesmo?
A estrada do Porto, é frequentada por camiões, e será sempre. Relativamente à estrada normal tem a vantagem de ser menos usada, e de os camiões andarem muito mais devagar do que os carros. A ciclovia junto rio apesar de turística, pode ser uma via de circulação muito útil, sobretudo se for ligada a outras vias cicláveis da cidade.
Embora concorde que separar os ciclistas do resto do trânsito não é melhor solução. Acho que uma ciclovia que permitisse chegar de bicicleta (em segurança) de Algés ao Parque da Nações, aumentaria o número de utilizadores de bicicleta na cidade e não estou falar de turistas.
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