sexta-feira, 18 de abril de 2008

Ambiente urbano, saúde e transportes

A minha percepção acerca das nossas percepções sociais é a de que cada vez mais nos sentimos preocupados, alertados e sensibilizados para as questões ambientais, em particular as directamente relacionadas com a saúde humana, seja porque os media dão cada vez mais importância ao assunto ou porque os sentimos de facto.


Li recentemente um relatório de 2004, "Áreas Metropolitanas – Vivências, Mobilidades e Qualidade de Vida" pela investigadora Susana Valente, sob orientação de Luísa Schmidt. Fiquei a saber entre outras coisas que:

- o ruído é o problema ambiental que os inquiridos colocam em primeiro lugar, seguido da poluição automóvel e poluição do ar. A questão era de resposta aberta e o estudo destaca ainda o trânsito como outra categoria apontada;

- a maioria percepciona que estes problemas vão piorar nos próximos 10/15 anos e considera que "a resolução dos problemas ambientais no mundo actual depende principalmentede uma mudança de comportamentos de cada um de nós ".


O crescimento das áreas metropolitanas e o não acompanhamento de uma actualização da necessária rede de transportes públicos, que se apresenta aparentemente insuficiente, tem contribuído para o cenário actual de congestão diária devido ao recurso do transporte individual.

Ouvi uma vez o investigador João Seixas referir que a estimativa de custos associados a utilização excessiva do transporte individual é 14,3% do PIB nacional.


Tendo em conta que, em ambiente urbano os transportes são a principal causa de poluição do ar e ruído e considerando as suas reconhecidas implicações na saúde, parece-me que se deveria pensar a mobilidade como um bem público cuja avaliação de qualidade, na satisfação, passe pela inclusão efectiva das externalidades associadas, nomeadamente os custos com a saúde.


sítios na web

WHO – World Health Organization

Ar : http://www.euro.who.int/healthtopics/HT2ndLvlPage?HTCode=air

Ruído: http://www.euro.who.int/healthtopics/HT2ndLvlPage?HTCode=noise

Tem-se assistido ao desenvolvimento de estratégias no sentido de mitigar este efeito...por exemplo relativamente à poluição do ar a Estratégia temática sobre a poluição atmosférica: http://europa.eu/scadplus/leg/pt/lvb/l28159.htm

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