quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Quercus contesta legalidade da urbanização Nova Setúbal

A Quercus vai esta quarta-feira contestar a construção da urbanização Nova Setúbal, no Vale da Rosa - onde ficará localizado o novo estádio do Vitória de Setúbal- que em caso de se concretizar vai obrigar ao abate de 1.200 sobreiros.


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5 comentários:

José Silva disse...

Quando se iniciou a co-incineração no Outão, houve uma grande mobilização da população de Setúbal, que teve o apoio de vários partidos, alegava-se que a co-incineração era nociva para a reserva natural da Arrábida, algo que me custa muito a crer.
Infelizmente não se vê agora a mesma mobilização das pessoas para combater um projecto, este sim, terrivelmente danoso para ambiente e para as populações locais.

Nuno disse...

Setúbal inteira é uma manta de erros urbanísticos....
No Outão o que está mal é a cimenteira mesmo, e se não existisse a cimenteira, como não deveria existir, não haveria co-inceneração também!!

Pelo que julgo saber, acabou o período de concessão da exploração à cimenteira, e renovou-se o mesmo por mais umas dezenas de anos...

Deve ser mesmo a única cimenteira do mundo desenvolvido inserida num parque natural.

José Silva disse...

Sem dúvida que o problema é a cimenteira, e também as pedreiras que existem do lado de Sesimbra.
Mas durante vários anos só se tentou impedir a queima de resíduos perigosos. Como era isso que mais assustava as pessoas e as empolgava contra o governo, não se falou de mais nada.
Perdeu-se uma oportunidade única para alertar e mobilizar as pessoas contra aquele que era o maior problema: a destruição da serra da Arrábida pela cimenteira e pelas pedreiras.
O novo acordo para a presença da cimenteira, não fala em prazos de extracção, mas impõe uma cota abaixo da qual não pode haver extracção.
Esta abate dos sobreiros foi acordado entre a Câmara, o V.Setúbal e os empreiteiros.
O empreiteiros recebem da câmara o terreno, limpam os sobreiros constroem a urbanização e o estádio. Os empreiteiros fazem tanto dinheiro com as casas que oferecem o estádio ao Vitória.
O Vitória obtém um estádio de graça.
O município de Setúbal fica com menos um montado e mais um estádio de futebol. Ainda bem que a câmara é do PCP!

Unknown disse...

ATENTADO ECOLOGICO

No âmbito da polémica sobre abate de sobreiros, relacionada com à urbanização Nova Setúbal, no Vale da Rosa sou de opinião que esse crescimento se faça num contexto do conceito ´´pensar global, agir local´´.
Este lema traduz-se num modelo de desenvolvimento que compatibiliza o crescimento económico, urbanístico ou outro com o progresso social e a salvaguarda do ambiente e dos recursos naturais (sobreiros), assegurando o bem estar das actuais gerações sem colocar em causa o das gerações futuras.
Deverá ser um processo participativo multissectorial que vise atingir os objectivos para o desenvolvimento local mas sem cometer excessos.
Eventualmente, em vez de serem abatidos 1200 sobreiros, poderá haver um compromisso com a redução do número de abates e consequentemente diminuir a área de construção projectada.
Será que há uma necessidade de construção de mais fogos habitacionais, quando Portugal se vê a braços com um excedente de oferta no sector imobiliário, por culpa de especuladores que visam somente o lucro, tendo proporcionado nos anos anteriores especulação desmesurada no valor das casas, num mercado excedentário, em que hoje a oferta ultrapassa em grande escala a procura``.
´´Os interesses económicos vão continuar a sobrepor-se aos interesses da razão?´´

Manuel Filipe

José Silva disse...

Não há nenhuma necessidade de mais fogos habitacionais. A câmara municipal é que precisa de receber o dinheiro do licenciamento dos fogos porque está falida.
O Vitória acha que precisa de um estádio novo.
Para construtores civis é mais um bom negócio.
Casos como este são grande parte consequência da lei de finanças locais que faz com que uma grande parte do orçamento das autarquias dependa do número de fogos licenciados. Infelizmente não à meio de se mudar esta lei.