domingo, 13 de abril de 2008

Ambiente e Saúde Pública: desafio à cidadania


A degradação objectiva do ambiente urbano e suas implicações reflecte-se cada vez mais na subjectiva degradação do bem estar. A preocupação demonstrada nesta percepção pessimista de futuro por parte dos portugueses, eleva ainda mais a urgência de coordenar esforços para a resolver. Com este debate procuraremos compreender de forma mais precisa a relação causal entre a poluição e a saúde humana assim como a prioridade de resolução dos vários factores e encontrar estratégias para enfrentar estes problemas.


Como chegar à Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro: mapa
Metro: Telheiras (Linha Verde)
Autocarros: 47, 78, 767


quinta-feira, 10 de abril de 2008

"Páscoa proibida e ambientalismo beato"

Este artigo de Henrique Raposo vale a pena ser lido e comentado. Este é o "tal" artigo citado pela nossa oradora Sofia Vaz no debate sobre consumo resposável.

Al Gore: o regresso

Al Gore Apresentou recentemente um update do seu já famoso powerpoint. Aqui vai o link para o video.

"In Al Gore's brand-new slideshow (premiering exclusively on TED.com), he presents evidence that the pace of climate change may be even worse than scientists were recently predicting, and challenges us to act with a sense of "generational mission" -- the kind of feeling that brought forth the civil rights movement -- to set it right. Gore's stirring presentation is followed by a brief Q&A in which he is asked for his verdict on the current political candidates' climate policies and on what role he himself might play in future."

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Debate sobre Consumo Sustentável


Obrigada a todos os participantes no debate no passado sábado, na Fnac - Colombo.
Um especial abraço de agradecimento à Sofia, pela dinâmica e interessante apresentação.

A Plataforma está a produzir novas iniciativas, sempre abertas à participação de tod@s!

sexta-feira, 4 de abril de 2008

a internacionalização do mundo

Durante um debate numa universidade dos Estados Unidos o actual Ministro da Educação CRISTOVAM BUARQUE foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazónia (ideia que surge com alguma insistência nalguns sectores da sociedade americana e que muito incomoda os brasileiros). Um jovem americano fez a pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um Brasileiro. Esta foi a resposta de Cristovam Buarque:

'De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazónia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse património, ele é nosso.
Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazónia, posso imaginar a sua internacionalização, como também a de tudo o mais que tem importância para a humanidade. Se a Amazónia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro... O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazónia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não seu preço. Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazónia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono ou de um país. Queimar a Amazónia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazónia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo génio humano. Não se pode deixar esse património cultural, como o património natural Amazónico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito tempo, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.
Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milénio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do Mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos também todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazónia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um património da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.
Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazónia seja nossa. Só nossa! '

quinta-feira, 3 de abril de 2008

É já no próximo Sábado

A divulgação do debate sobre o consumo responsável com Sofia Vaz já se encontra na Agenda da Fnac.


Sofia Vaz é Engenheira do Ambiente, e formada nas áreas de Gestão Ambiental. Trabalhou com a Agência Europeia do Ambiente, em Copenhaga. Conclui recentemente doutoramento em Filosofia do Ambiente no âmbito da Responsabilidade Ética e do Principio da Precaução. Actualmente trabalha em estudos sobre Consumo e Produção Sustentável.

sábado, 29 de março de 2008

Consumo na Fnac

A Plataforma de Discussão e Intervenção Ambiental convida para um debate público com Sofia Vaz, sobre Consumo Sustentável.

O Ambiente apresenta-se o problema mais delicado do crescimento à escala global. Partilhado por todos, dificilmente até aqui foi gerido de forma satisfatória para todos. Todos consumimos o que é de todos. Assim, é urgente debater a responsabilidade partilhada entre os cidadãos e as instituições e o significado de um consumo responsável. Como podemos gerir individualmente o nosso consumo no dia-a-dia; e o que devemos exigir das instituições e da legislação sobre o consumo?

Aparece e Divulga!