sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Lisboa de regresso à anormalidade


Aproveitem bem aqueles que vivem em Lisboa e que por aqui ficaram em Agosto. O mês está a acabar e 2.ª feira vai ser tudo diferente. Aliás, já começou a ser, pois já muita gente regressou de férias.

Lisboa está assim a entrar na anormalidade que a caracteriza o ano todo: carros estacionados em cima do passeio, carros estacionados em segunda fila, muitos carros a circular nas estradas…

Carros, carros e mais carros nas estradas de Lisboa…

Estradas, pois!, que as ruas de Lisboa não são ruas. Não são para se andar a pé, para nos perdermos, deambularmos sem corrermos o risco de ter que ir para a estrada que o passeio é estreito ou tem carros lá estacionados.
Não são para tirarmos os olhos fixos do chão – desenganem-se aqueles que acham que é o stress da capital que faz com que ande tudo macambúzio e de olhos no chão. A merda, o cocó, a trampa, as fezes dos cães e o laxismo dos seus donos obrigam-nos a isso.
Não é para ser vivida, esta cidade, mas para ser conduzida. Portanto, aqueles que andam a pé ou de transportes públicos, preparem-se.

A guerra segue dentro de momentos.

(publicado originalmente em O Bitoque)

Marcação de reunião da Plataforma

Acho que está na altura da Plataforma voltar a reunir-se. Proponho que nos encontremos na segunda-feira dia 10 de Setembro às 21h. Parece-vos bem?

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Riscos Naturais e Tecnológicos e sua prevenção

Em Novembro vai decorrer em Évora um curso sobre "Riscos Naturais e Tecnológicos e sua prevenção", parece interessante. Tem a duração de dois dias, a inscrição é gratuita e ainda oferecem um livro. Podem saber mais aqui.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Os radares outra vez

Os radares que foram colocados em algumas ruas de Lisboa trouxeram uma novidade, de repente as pessoas começaram a ser penalizadas por desrespeitarem o limite de velocidade que muitos já tinham esquecido. Houve protestos como há sempre que são atacados direitos adquiridos. Argumentou-se que a redução da velocidade naquelas zonas provocava engarrafamentos. Defendeu-se um aumento do limite de velocidade nestes locais, argumentando-se que seriam zonas com poucos peões e que por isso o aumento deste limite não colocaria a vida das pessoas em risco.
Acho esta hipótese tão absurda que sinto como que uma comichão no cérebro quando oiço alguém argumentar em seu favor.
Em primeiro lugar ao contrário do que é costume dizer-se, os locais onde foram colocados os radares são perigosos. Entradas e saídas de túneis, descidas íngremes, cruzamentos. Locais onde se aprende nas aulas de condução que se deve abrandar e estar particularmente atento. Não faz por isso qualquer sentido permitir que nestes locais se ande a uma velocidade maior do que no resto da cidade.
Em segundo lugar porque não tem nenhum cabimento permitir os carros circularem a velocidades de 70-80 Km/h em troços de 50 metros, sendo estes obrigados a andar a 50Km/h antes e depois, não é lógico (porque o tempo poupado seria de apenas alguns segundos), não é prático, e de todo não é eficiente do ponto de vista energético.
Em terceiro lugar sou absolutamente contra esta medida, porque me parece evidente que esta levaria mais tarde ou mais cedo à oficialização de algo que de certa forma já existe, que é a rede de vias rápidas de Lisboa. Primeiro circulamos a 80Km/h nos túneis, depois segue-se a Avenida da República e depois porquê parar na Fontes Pereira de Melo?
Bem depressa teremos uma autoestrada Lumiar-Terreiro de Paço em lugar da prometida via ciclável. E porquê abrandar no troço Algés-Expo?
Outro dia e a conduzir e atravessaram-se dois peões à minha frente mesmo antes da entrada do túnel de Entre Campos. Conduzia a 50 Km/h pelo que não me custou abrandar para os deixar passar, a situação seria muito diferente se eu circulasse a 80 Km/h.
Acho que todas as medidas que façam entrar menos carros na cidade são benéficas.
Também acho que todas as medidas que conduzam à moderação da velocidade de tráfego na cidade são positivas, porque tornam as ruas mais seguras e agradáveis. Embora discorde da forma escolhida para alcançar este objectivo, considero que esta oportunidade não deve ser desperdiçada, defendo por isso medidas de consolidação. Como sejam a introdução de lombas em zonas consideradas de risco, passadeiras com a altura do passeio, semáforos com sensores de velocidade.
Para que Lisboa não seja apenas um local onde se passa depressa.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Os transgénicos e o ecoterrorismo

Na passada sexta-feira um grupo de ecologistas invadiu um campo de milho transgénico e destrui uma plantação com cerca de um hectare.
Este acontecimento, novo em Portugal, levanta algumas questões interessantes, que merecem ser discutidas. Vale a pena discutir os alegados efeitos nefastos deste tipo de plantações para o meio ambiente e para a saúde das pessoas. Também me parece oportuno discutir esta forma de agir e as suas consequências.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Petição para revisão do código de estrada

Está em curso uma petição que reclama a revisão do código de estrada. As alterações propostas vão no sentido de tornar as estradas mais seguras para os ciclistas. Podem ler e assinar aqui.

domingo, 12 de agosto de 2007

Extraordinário

Por enquanto ainda ninguém defendeu a legalização do estacionamento no passeio. Mas pela mesma ordem de ideias da outra petição, pode também dizer-se que se em Lisboa há milhares de carros estacionados em cima do passeio, não pode querer dizer que em Lisboa há milhares de bandalhos sem qualquer respeito pelo próximo. Não, certamente que é a culpa é da lei. Por isso vão aprendendo com este senhor


P.S. A Ana mandou-me este vídeo como ela não o pôs cá, ponho eu.