quinta-feira, 24 de abril de 2008
Reunião dia 29 de Abril, Faculdade Ciências
-Vamos analisar o andamento do ciclo de debates em curso. Fazendo um balanço dos debates já realizados e também preparar os próximos.
Em particular vamos procurar avaliar o sucesso dos dois últimos debates, sobre Consumo Sustentável (Fórum FNAC Colombo, 5 de Abril), e Ambiente e Saúde Pública (Biblioteca Orlando Ribeiro, 19 de Abril).
- Vamos falar do processo de legalização da Plataforma.
-Nesta reunião serão também discutidas as próximas actividades da plataforma, tais como construção do site, elaboração de uma publicação com textos dos oradores do ciclo de debates, passeios de bicicletas, ideias para novas t-shirts, tertúlias, acções de rua, e o que mais surgir.
Apareçam!
quarta-feira, 23 de abril de 2008
terça-feira, 22 de abril de 2008
Claude Allègre
Climat: la prévention, oui, la peur, non, L'Express, May 2006
Falando claro e muito convicto, Allègre, declarou hoje na Academia das Ciências em Lisboa que há grandes desafios para a humanidade hoje, mais certos e urgentes que o tema genérico das alterações climáticas [que, no seu ponto de vista, não é um problema antropogénico]: a Demografia, por exemplo, em breve seremos nove milhões a precisar de alimento e de água.
A sua tese: o ser humano tem nas mãos grandes desafios: a Adaptação a novas realidades. A solução: aceitar um progresso positivo com novas maneiras de produzir e gerir a Energia, os Resíduos, a Água, etc. Um pouco como os ciclos Geológicos, pensar os sistemas circulares de reciclagem de tudo o que possa ser reciclado, a energia, a água...
Na gestão do tema da biodiversidade, a solução para o desaparecimento da população de ursos polares a norte do Canadá, não está nas medidas extemporâneas como a redução da velocidade nas autoestradas [França], mas sim na luta para a proibição efectiva da caça a estes ursos!
As soluções para o futuro do nosso Planeta, devem ser realistas e fazer parte de medidas de adaptação económica à lógica dos mercados globais, ao presente.
Biodiversidade e Ordenamento do Território
Ambos os oradores realçaram a importância de travar a especulação no sector da construção que deita por terra as boas intenções dos planos directores.
Podem ler mais aqui.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Que Futuro para o Planeta?
22 de Abril de 2008
18H00
Claude Allègre dispensa apresentação. Cientista, pedagogo e político, os seus livros têm contribuído muitíssimo para formar sucessivas gerações de cidadãos, no que toca a Ciências da Terra, a questões ambientais e a temas de educação.
Claude Allègre, um EXCELENTE orador, apresenta uma visão interessantíssima, e algo polémica, acerca das soluções para os problemas ambientais que nos preocupam a todos. Allègre demarca-se claramente de Al Gore e defende que, longe de nos levar a uma vida mais difícil, a protecção ambiental é uma enorme oportunidade de desenvolvimento e de melhoria do nosso nível de vida.
A conferência resulta de uma iniciativa do Museu Nacional de História Natural, da Academia das Ciências de Lisboa, da Embaixada de França e da Sociedade Geológica de Portugal.
Local:
Academia das Ciências de Lisboa
Rua da Academia das Ciências, 19,
Lisboa
Portugal ultrapassou em 2006 limites fixados por Quioto em 13 por cento
21.04.2008
PÚBLICO
As emissões de gases com efeito de estufa de Portugal em 2006 ultrapassaram em 13 por cento o limite fixado pelo Protocolo de Quioto. A Quercus lamenta a “incapacidade” do país implementar o Programa Nacional para as Alterações Climáticas, em especial no sector do transporte rodoviário.
Segundo o Protocolo de Quioto, Portugal poderia aumentar as suas emissões destes gases em 27 por cento até 2012, por referência a 1990. Mas em 2006, esse aumento era já de 40 por cento.(continua...)
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Ambiente urbano, saúde e transportes
A minha percepção acerca das nossas percepções sociais é a de que cada vez mais nos sentimos preocupados, alertados e sensibilizados para as questões ambientais, em particular as directamente relacionadas com a saúde humana, seja porque os media dão cada vez mais importância ao assunto ou porque os sentimos de facto.
Li recentemente um relatório de 2004, "Áreas Metropolitanas – Vivências, Mobilidades e Qualidade de Vida" pela investigadora Susana Valente, sob orientação de Luísa Schmidt. Fiquei a saber entre outras coisas que:
- o ruído é o problema ambiental que os inquiridos colocam em primeiro lugar, seguido da poluição automóvel e poluição do ar. A questão era de resposta aberta e o estudo destaca ainda o trânsito como outra categoria apontada;
- a maioria percepciona que estes problemas vão piorar nos próximos 10/15 anos e considera que "a resolução dos problemas ambientais no mundo actual depende principalmentede uma mudança de comportamentos de cada um de nós ".
O crescimento das áreas metropolitanas e o não acompanhamento de uma actualização da necessária rede de transportes públicos, que se apresenta aparentemente insuficiente, tem contribuído para o cenário actual de congestão diária devido ao recurso do transporte individual.
Ouvi uma vez o investigador João Seixas referir que a estimativa de custos associados a utilização excessiva do transporte individual é 14,3% do PIB nacional.
Tendo em conta que, em ambiente urbano os transportes são a principal causa de poluição do ar e ruído e considerando as suas reconhecidas implicações na saúde, parece-me que se deveria pensar a mobilidade como um bem público cuja avaliação de qualidade, na satisfação, passe pela inclusão efectiva das externalidades associadas, nomeadamente os custos com a saúde.
sítios na web
WHO – World Health Organization
Ar : http://www.euro.who.int
Ruído: http://www.euro.who.int
Tem-se assistido ao desenvolvimento de estratégias no sentido de mitigar este efeito...por exemplo relativamente à poluição do ar a Estratégia temática sobre a poluição atmosférica: http://europa.eu/scadplus/leg


