Oliveira Fernandes questiona para Portugal as vantagens da exportação de energia. O docente alerta para a possibilidade de não haver mercado interessado, levantando também dúvidas quanto à qualidade dessa electricidade.
http://www.tsf.pt/online/economia/interior.asp?id_artigo=TSF181589
terça-feira, 26 de junho de 2007
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3 comentários:
Este homem é uma "pérola".
Gosto especialmente do conceito de produzir energia com respeito.
É estranho pensar que pode não haver mercado quando parece que toda a energia produzida parece ser necessária. Talvez dependa do preço e da qualidade. Não sei exactamente como se caracteriza a qualidade da energia. Talvez as frequentes falhas de energia que prejudicam a industria tenham a ver com isso.
Depende. É uma questão de oferta e de procura. Há alturas em que há excesso de produção de energia, relativamente à procura do momento. Não se pode guardar a energia como se guarda o dinheiro, quando produzes energia ou a gastas, ou arranjas forma de a armazenar (o que não é fácil), ou a vendes ao preço que te quiserem pagar, ou a perdes. Qualidade de energia eléctrica pode significar duas coisas 1) a sua origem fóssil, hídrica, éolica...
2) ser energia de fundo ou de pico - energia à hora de maior procura que é muito mais cara.
Portugal obtem cerca 60% da sua electricidade por queima de combustíveis fósseis, antes de pensar em exportar, se calhar deveria pensar produzir a sua energia de uma forma mais limpa. Até porque para vender é preciso que haja quem compre. E esta condição básica para haver um negócio no caso de Portugal não está de modo nenhum garantida.
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