quinta-feira, 12 de julho de 2007

Nova Iorque promove o consumo de água da torneira

Hoje acordei a ouvir a notícia de que a câmara de Nova Iorque tinha lançado uma campanha para estimular o consumo de água da torneira.
Confesso que a ideia me fascinou. Nova Iorque é um dos maiores centros de consumo do mundo, nesta cidade a regra de ouro é usar e deitar fora, preocupações como reduzir ou reciclar foi algo que eu não vislumbrei por aquela cidade. A quantidade de lixo que se produz em Manhattan à hora do almoço é espantosa, até a sopa é servida em copos de papel descartáveis.

Os objectivos desta campanha são ecológicos e de saúde pública.
De facto a água da torneira é muito mais ecológica que a água engarrafada. A água engarrafada tem uma quantidade de emissões de Co2 associadas ao transporte, por vezes de milhares de quilómetros, desde a fonte até ao consumidor. A água da torneira não tem estas emissões associadas e ainda evita o gasto de plástico da embalagem. A campanha parece-me extremamente interessante sobretudo porque também diz às pessoas para beberem menos refrigerantes, e beberem mais água por questões de saúde.

Em suma a camâra de Nova Iorque diz às pessoas para consumirem menos porque é mais saudável e mais ecológico, espantoso.
Esta medida terá ainda mais relevância se à água for servida em copos de vidro e não em copos descartáveis, mas isto talvez seja pedir demais à Big Apple .

3 comentários:

José M. Sousa disse...

Já deviam ter começado há muito, até porque:


«New York's tap water has never passed through a filtration plant and is considered some of best quality water available in any U.S. city. In the late 1980s, rather than building a six- to eight-billion-dollar water treatment plant, the city decided it was far cheaper and better to protect and restore the source of its water supply, the Catskill/Delaware forests and wetlands.» in: http://www.zmag.org/content/showarticle.cfm?SectionID=56&ItemID=12985

José Silva disse...

Estamos a falar da grande capital do consumo. Apelar à redução do desperdício nesta cidade é algo de absolutamente inovador.

José M. Sousa disse...

Eu suponho que «apelar» não deve ser muito inovador. Não confundamos intenções com práticas.